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Indicado para Comissão de Desaparecidos é acusado de beneficiar mulher e cunhada em concurso

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Indicado para Comissão de Desaparecidos  é acusado de beneficiar mulher e cunhada em concurso Novo presidente da Comissão de Desaparecidos é acusado de beneficiar mulher e cunhada em concurso de prefeitura de SC.
Processo tramita na Justiça. Segundo o MPSC, o advogado teria divulgado antecipadamente o edital para a esposa e cunhada, causando o vazamento para diversas pessoas por meio do WhatsApp. Ele nega irregularidades. Damares Alves defendeu assessor.
O advogado Marco Vinicius Pereira de Carvalho, nomeado nesta quinta-feira (1°) presidente da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, é acusado na Justiça de ter vazado, para a própria mulher e para a cunhada, um edital de concurso público da Prefeitura de Taió, no Vale do Itajaí.

Carvalho, presidente do PSL no município e assessor da ministra Damares Alves, responde a uma ação civil pública, por improbidade administrativa, proposta em outubro de 2018 pelo Ministério Público de Santa Catarina. Ele é procurador concursado do município e estava licenciado desde 2 de agosto de 2018, segundo a ação, para se candidatar a uma vaga de segundo suplente de senador.

O MPSC o acusa de ter divulgado, sem autorização, o edital de um concurso para preencher 40 vagas na Prefeitura de Taió durante o período em que estava licenciado. Carvalho, de acordo com ação, pediu para que o presidente da comissão lhe enviasse o edital para o e-mail particular. E, então, repassou o edital para a mulher, que, por sua vez, mostrou o documento para a cunhada dele.

Além disso, Carvalho pediu pessoalmente alterações no edital do concurso, de acordo com depoimento do presidente da comissão de concurso, citado na ação do Ministério Público.
Para a promotora Raísa Carvalho Simões Rollin, que assina a ação, "sob a desculpa de fazer uma 'boa ação' para a prefeitura, trabalhando mesmo licenciado, (...) pretendia era favorecer sua esposa, Fabiana Koch de Carvalho, que é farmacêutica, possui estabelecimento deste ramo no município de Taió e pretendia participar do certame".
Havia a intenção também de favorecer a cunhada dele, ainda de acordo com a ação. Diante da situação, o secretário de administração da prefeitura de Taió procurou o Ministério Público para relatar o episódio. O edital, em razão do vazamento, foi alterado pela prefeitura.

Um processo administrativo foi aberto pela Prefeitura de Taió para investigar o vazamento, mas foi arquivado em dezembro de 2018. Segundo o órgão, a comissão que avaliou considerou que Carvalho não cometeu nenhuma infração.

Pedidos à Justiça
O MPSC pediu à Justiça o afastamento do procurador e o pagamento de indenização por reparação de dano moral coletivo. Ainda não há decisão a respeito. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o processo está em fase inicial, de contestação.

Ao G1, Marco Vinicius Pereira de Carvalho disse: "A minha atuação durante toda a minha vida pública, porque eu sou servidor público há muitos anos, é pautada sempre dentro dos princípios republicanos". Ainda segundo ele, "o próprio procedimento administrativo comprovou que não houve nada a esse respeito, uma invenção da promotora da cidade, inclusive, posso dizer, com motivações políticas. Não há menor possibilidade de isso ter acontecido, foi provado no âmbito do procedimento administrativo".


Um blog sobre: Famosos, política e economia

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