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Cláudio Castro vai se filiar ao PL

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Cláudio Castro vai se filiar ao PL
 
Após não prosperar em negociações com o Democratas (DEM), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está decidido a se filiar ao Partido Liberal (PL). Com foco na tentativa de se reeleger em 2022, Castro deixará o Partido Social Cristão (PSC) após quase 20 anos na sigla — por meio da legenda, elegeu-se a vice-governador na chapa de Wilson Witzel, retirado definitivamente do Palácio Guanabara por um processo de impeachment em abril.
A migração deve ser acertada hoje em Brasília, durante um encontro entre o governador e a Executiva Nacional do PL. O ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no escândalo do mensalão, é o principal cacique da legenda. A escolha pelo partido ocorre após duas semanas de conversas com o presidente nacional do DEM, ACM Neto, em uma ofensiva da legenda para repor a “debandada” de lideranças fluminenses como o prefeito da capital, Eduardo Paes, agora no PSD, e o deputado federal Rodrigo Maia, cujo futuro partidário é indefinido.
Há um mês, em entrevista ao GLOBO, Castro já havia informado que definiria em maio para qual partido seguiria. A saída do PSC visa afastá-lo das imagens de correligionários como Witzel e o pastor Everaldo Dias Pereira, associados a escândalos de corrupção. No caso do líder religioso, há ainda o peso de anos de influência política sobre a Cedae, estatal que a gestão de Castro concedeu parcialmente à iniciativa privada.
Junto com o DEM, estiveram entre os destinos do governador o Partido Social Democrático (PSD) e o Progressistas (PP). Entraves diversos foram aparecendo em meio às negociações com as três siglas.
Mesmo sem ter sido a opção prioritária, o PL, que despontou como um destino possível há poucos dias, está sendo classificado por Cláudio Castro a aliados como “um partido com a cara” do governador.
Na avaliação do político e de seu entorno, a atuação municipalista do PL no Rio será bem-vinda à busca pela reeleição em 2022. Castro tem encontrado na relação com prefeitos uma alternativa para tentar reverter a popularidade restrita diante do eleitorado, já que é considerado uma figura ainda pouco conhecida no estado. A expectativa é que o novo partido garanta capilaridade.
Interlocutores estimam que, no PL, Castro estará unido a pelo menos 20 prefeitos do estado, bem como a dois dos três senadores fluminenses — Romário, filiado em abril, e Carlos Portinho. Também há o vice-prefeito da capital, Nilton Caldeira, uma das principais lideranças da sigla na cidade.
Fator Bolsonaro
Próximo de Jair Bolsonaro, Castro colocou como condição para a busca por um novo partido o espaço e o aval para apoiar o presidente na disputa pelo Palácio do Planalto no ano que vem. No PSD de Gilberto Kassab, essa intenção encontrou resistência, principalmente após a transferência de Paes à sigla — o prefeito mantém conversas para a formação de uma frente antibolsonarista contra a candidatura de Castro no ano que vem.



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