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Vereador do PSOL é afastado por 60 dias pelo partido

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Vereador do PSOL é afastado por 60 dias pelo partido

Vereador do PSOL é afastado por 60 dias pelo partido em Niterói após episódio de homofobia
Enquanto vereador Paulo Eduardo Gomes estiver afastado, professora da UFF assume seu lugar na Câmara de Niterói. Episódio aconteceu há pouco mais de um mês, durante sessão do colégio de líderes.


O diretório municipal do PSOL em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, afastou o vereador Paulo Eduardo Gomes da Câmara do município após um episódio de homofobia, no mês passado, durante sessão da Câmara. O afastamento tem duração de 60 dias.

Segundo o partido, ele vai passar por formações internas sobre racismo, lgbtfobia e machismo. Enquanto ele estiver afastado, Regina Bienestein assume o seu lugar na Câmara.
A professora de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF) tem 77 anos. Na eleição do ano passado, conseguiu 2.053 votos e ficou como suplente. Sua principal pauta política é ligada ao direito à moradia.
Nesta segunda-feira (2), com o fim do recesso e a volta das atividades na Câmara de Niterói, Regina já passou a ocupar a cadeira.

Vereador do PSOL é afastado por 60 dias pelo partido
Vereadora Verônica Lima, do PT, registrou ocorrência contra parlamentar do PSOL por injúria e constrangimento ilegal — Foto: Divulgação

"O que eu espero é que seja feita justiça na medida correta. Sim passar pano porque dois meses com cursinho para uma pessoa que tem a idade que ele tem, a quantidade de mandados que ele tem, na minha opinião não é o suficiente. Então eu espero efetivamente que a justiça seja feita", afirmou Verônica Lima, vereadora que foi vítima dos comentários durante a discussão.
O caso aconteceu no dia 7 de julho. O vereador, segundo ela, teria dito: "Quer ser homem? Então vou te tratar como homem". A parlamentar afirma ainda que ele precisou ser contido por colegas da Casa Legislativa.
"Ele começou a falar alto, cada vez mais alto. Pedi que falasse baixo, três vezes. Na quarta, levantei a voz. Aí ele se levantou e me perguntou: 'Você quer ser homem?' Eu disse: 'Não, não quero ser homem, me respeita.' [Ele falou] 'Se você quer ser homem, vou te tratar como homem'. Ele partiu para cima de mim e precisou ser contido", relatou ao G1.
No mesmo dia, o vereador Paulo Eduardo Gomes pediu desculpas.
"Na exaltação de uma discussão, eu cometi um ato absolutamente machista e absolutamente agressivo à vereadora Verônica. No ato que isso aconteceu, a vereadora Benny, representando a bancada do PSOL, falando em meu nome, em nome do vereador Túlio, pediu desculpas. No que eu referendei e pedi desculpas também. É evidente que é imperdoável e não se justifica pra quem há 40 anos, há 40 anos, milita na defesa de todos os direitos humanos. Eu devo aos meus companheiros, ao presidente da Casa e ao conjunto dos vereadores as desculpas públicas que eu precisava dar", afirmou.

A Câmara de Niterói afirmou que o caso será encaminhado à Comissão de Ética da casa. Verônica disse que ainda sente muito o que aconteceu.

"De fato, essa dor permanece e é muito difícil porque não é fácil para alguém que foi democraticamente eleita pelo povo ser vítima de um ato de violência política de gênero como a gente classifica o que eu vivenciei."



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