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General Mauro Sinott Lopes deixa o cargo

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PetromagalGeneral Mauro Sinott Lopes, braço direito de interventor, deixa o cargo.

Motivo, nos bastidores, são desavenças entre os secretários do Gabinete de Intervenção, Mauro Sinott, e de Segurança, Richard Nunes. Já o CML afirma que troca foi programada.

 Divergências no gabinete da intervenção são apontadas como as razões que levaram o general de divisão Mauro Sinott Lopes, braço direito do interventor, general de Exército Walter Souza Braga Netto, a deixar a chefia do Gabinete da Intervenção Federal. O posto número 2 da missão militar no Rio passou a ser ocupado pelo general de brigada Paulo Roberto de Oliveira. Nos bastidores, comenta-se que as maiores desavenças de Sinott seriam com o secretário de Segurança, general Richard Nunes. Entre elas, nomeação de servidores e até o emprego de homens do Exército em operações, como uma megaoperação que havia sido programada por Sinott, mas foi abortada por Nunes, para combater um ataque aos militares entre a Vila Kennedy e Vila Aliança, na Zona Oeste.

O porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Carlos Cinelli, nega que a saída de Sinott seja motivada por qualquer desavença com a equipe da Intervenção Federal. Segundo ele, a mudança estava prevista desde março, quando houve a promoção de Sinott para o comando da 3ª Divisão do Exército, em Santa Maria (RS). Na ocasião, segundo Cinelli, o general Braga Netto pediu a Sinott que ficasse até a consolidação do Plano Estratégico da Intervenção, o que aconteceu no início do mês. Cinelli disse ainda que o general Paulo Roberto de Oliveira já assumiu o cargo, que acumula com a chefia de Estado-Maior do CML, onde já estava lotado. Enquanto o general Antônio Manoel de Barros está a frente da 1ª Divisão do Exército, cargo pelo qual responde desde março, quando Sinott passou a ficar só na Secretaria de Intervenção. Barros também está à frente do Comando Conjunto do CML.

Intervenção seria 'jogada' política

A intervenção anunciada com pompa e circunstância pelo presidente Michel Temer, na verdade, pegou os militares de surpresa. E mais: foi vista por parte dos integrantes da Força Armada como uma espécie de 'golpe' para Temer cair nas graças da população, com o emprego de homens nas ruas. Nos bastidores, generais sustentam que as ações dos Exército estão relacionadas à Garantia da Lei e da Ordem e não com a intervenção.

De cofres vazios, sustentam que a intervenção apenas na Secretaria de Segurança é só administrativa. E que o presidente Temer tem que conviver com a realidade de que é impossível colocar quatro mil militares nas ruas para dar sensação de segurança à população porque não há verba que suportasse tais operações.

A intervenção no Rio é rejeitada por boa parte dos generais que está dentro ou fora da corporação. E que no futuro os cariocas vão concordar com a maneira ponderada como Braga Netto conduziu a missão no Rio.

Interventor critica governo Pezão e TCU libera gastos sem licitação

Ao falar em evento ontem sobre os quatro meses da Intervenção Federal na Segurança do Rio, o interventor, general Walter Braga Netto, fez críticas ao governo de Luiz Fernando Pezão. O militar afirmou que "não adianta ter ação e força se o estado não dá assistência social na comunidade" e declarou que as UPPs viraram 'interesse político'.

Em outra crítica à gestão do governador, Braga Netto disse que as últimas viaturas da PM compradas pelo governo estadual "não eram robustas" para o patrulhamento e prometeu adquirir outras mais adequadas.

 Gabinete de Intervenção Federal (GIF) ainda não conseguiu usar nem um centavo da verba destinada pela União de R$ 1,2 bilhão. Segundo o GIF, ainda era necessária a conclusão de licitações para compra de equipamento.

Ontem, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que é possível a realização de contratações sem licitações durante a intervenção federal em razão de grave comprometimento da ordem pública, desde que cumpridos certos requisitos. A decisão foi tomada em resposta a uma consulta encaminhada pelo interventor.

Entre os requisitos, o TCU apontou que é preciso demonstrar que há urgência a ponto de impedir que se aguarde a tramitação regular de uma licitação. Além disso, o prazo dos contratos não pode exceder a data final para a intervenção, que acaba em 31 de dezembro.

No evento de ontem, na Associação Comercial do Rio, o interventor falou ainda sobre o reforço no policiamento dos batalhões com o fim de algumas UPPs. A Secretaria de Segurança Pública chegou a um consenso de que essas unidades não alcançaram o resultado esperado. Até o final de agosto 9 mil policiais deixarão as UPPs da Cidade de Deus, Camarista-Méier, Fallet-Fogueteiro, Providência, Jacarezinho, Arara-Mandela, São João, Complexo do Alemão, Vila Cruzeiro e Rocinha. Algumas áreas ganharão companhias destacadas.

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