Veículos importados: Consumidores sentirão no bolso o aumento do dólar

Veículos importados: Consumidores sentirão no bolso o aumento do dólar

Veículos importados: Consumidores sentirão no bolso o aumento do dólar
Nova geração do Land Rover Defender foi lançada por aqui por inacreditáveis R$ 400 mil
(foto: Land Rover/Divulgação)

Análise foi feita por João Oliveira, presidente da Abeifa, que já vê o estoque antigo se esvaindo. Representante dos importadores de veículos calcula queda de 15% no volume de 2020 e pede política mais liberal para o setor.


A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) refez suas projeções de vendas para o ano de 2020, após os impactos do coronavírus no setor. Enquanto a expectativa no início do ano era um crecimento na casa dos 30% em relação aos números apurados em 2019, o representante dos importadores de veículos agora esperam uma retração de 15%.
Curiosamente, além dos veículos de fato importados, a Abeifa também contabiliza em seus dados os veículos de suas marcas associadas fabricados no Brasil, muitas vezes construídos em regime de CKD ou com grande percentual de componentes trazidos de fora do país. Assim, dentro da nova espectativa, a associação espera fechar 2020 com 57.800 veículos vendidos, sendo 27.800 nacionais e 30 mil importados.
O principal vilão é o câmbio. Enquanto a expectativa para 2020 era trabalhar com o dólar na casa dos R$ 4, agora a média esperada para o ano é de R$ 5,20. Outro fator que pouco contribui para baixar o câmbio é a taxa Selic baixa. “Aqui não tem novidade. Esta é a estratégia econômica do governo mesmo. O câmbio alto e os juros baixos são uma tentativa de aumentar o investimento direto, a geração de empregos e o aumento das exportações. Mas, por outro lado, esse cenário gera pressão sobre os importadores”, avaliou João Oliveira, presidente da Abeifa.

Na análise de João Oliveira, existe espaço para uma política mais liberal nas importações. “Dizer que a alíquota de importação de veículos é de 35% não é verdade. Se você pegar as importações do primeiro semestre, vai ver que 71,9% do total vêm do México ou do Mercosul, que são regiões com tratamento tributário diferenciado. Ou seja, menos de 30% são de outros países (que de fato pagam o imposto cheio). E isso representa cerca de 3% das vendas totais de veículos no país”, argumenta o presidente da Abeifa.

O representante dos importadores de veículos já solicitou ao governo federal a revisão do imposto de importação de 35% para 20%, que é o menor índice permitido pelo acordo do Mercosul. “Esta redução não representaria uma renúncia fiscal, já que a perda de receita seria compensada pelo maior volume de vendas”, justificou João Oliveira. Para ele, os importados podem ser uma porta de entrada para investimento estrangeiro no país. “Muitos dos que produzem hoje já foram ou ainda são associdados da Abeifa, como a Caoa Chery, a Land Rover, a Suzuki e a BMW”, afirmou.

O presidente da Abeifa também disse que a importação contribui para avanço tecnológico no país, apesar de apresentar que o número de veículos elétricos e híbridos ainda são majoritariamente importados. “Em relação aos veículos híbridos e elétricos, 23,4% são de marcas da Abeifa, que representa 3% do mercado nacional. Dos modelos disponíveis no Brasil com esse perfil, 43% são de marcas da Abeifa”, relatou.

Questionado se o atual cenário pode atrair mais fabricantes de veículos para o Brasil, João Oliveira afirmou que a situaçao conjuntural não é decisiva e que estas decisões costumam ser de longo prazo. “É uma decisão mais ampla e complexa. Se o Brasil quiser atrair mais investimento, tem que ser mais aberto ao mundo. Grandes fabricantes começam como importadores. Assim, conhecem o mercado e montam sua estratégia”, complementou.

Da mesma forma, o presidente da Abeifa também não acredita que a conjuntura atual vai causar uma debandada do investimento que já foi feito no Brasil, já que as marcas vieram com uma expactativa de longo prazo. Assim, ele afirmou que o número de concessionárias de importados que fecharam as portas nesse primeiro semestre conturbado não é expressivo. À medida que o estoques antigos vão se esvaindo, a Abeifa considera que não vai demorar muito para o consumidor sentir no bolso o reajuste baseado no câmbio atual.



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