General  Heleno fala demais em depoimento e complica Bolsonaro e a Abin

General Heleno fala demais em depoimento e complica Bolsonaro e a Abin


General  Heleno fala demais em depoimento e complica Bolsonaro e a Abin

O imbróglio está cada vez mais sensacional e ganhou substância com os depoimentos do diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), delegado Alexandre Ramagem, e do ministro do Gabinete de Segurança Institucional  (GSI), general Augusto Heleno. 

Eles combinaram as versões, atendendo à orientação do ainda ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência, aquele major reformado da PM que fez curso de Direito e afirma ser “jurista”. Com um “consigliere” desse tipo, não há quadrilha mafiosa que se sustente, e o resultado dos depoimentos foi constrangedor.

O general Augusto Heleno parece ter acordado do pesadelo e prestou um depoimento mais veraz do que o delegado Ramagem, e comprovou que o presidente Bolsonaro está diretamente envolvido nas ilegalidades.

DISSE HELENO – “Tomei conhecimento das linhas gerais do assunto que teria sido tratado nos supostos relatórios em uma reunião no gabinete do presidente da República, onde estavam presentes: eu, duas advogadas, que se disseram representantes de Flávio Bolsonaro, o diretor da Abin, e o próprio presidente da República; limitei-me a ouvir o que tinham a dizer e, diante dos fatos, que não possuíam qualquer envolvimento com segurança institucional, concluí que não era competência do GSI e nem da Abin, interferir no assunto. Desliguei-me juntamente com o GSI totalmente desse assunto”, escreveu o ministro.

Detalhe importante: em nenhum momento Heleno afirma ter sabido que houve relatórios. Pelo contrário, relatou o seguinte: “Conforme informações obtidas do diretor da Abin, nenhum relatório foi produzido pela agência para orientar a defesa do senador Flavio Bolsonaro”. Ou seja, a Abin jamais teria exibido os relatórios ao ministro.

SERVIÇO ILEGAL – Ora, tanto Heleno quanto Ramagem sempre souberam que o envolvimento da Abin na blindagem da quadrilha de Flávio Bolsonaro era uma atividade ilegal. Por isso, jamais pode ter havido relatórios formais. Mas o serviço sujo foi feito, a Abin pesquisou como livrar Flávio Bolsonaro das acusações e também se preocupou em identificar os focos de resistência.

Como não deve ter havido relatórios formais, Heleno pode negar envolvimento e jogar a culpa toda em Ramagem, que agora, numa tentativa desesperada, diz  que nunca houve relatórios e denuncia o repórter Guilherme Amado.

No meio da confusão, surge a reportagem de Vicente Nunes, no Correio Braziliense, afirmando que Ramagem já tem mais poder dentro do governo do que muitos ministros. Diz que o presidente Jair Bolsonaro não fica sem consultar Ramagem, que lhe apresenta relatórios diários.

NOVO RASPUTIN – Como se vê, Ramagem se tornou uma espécie de Rasputin imberbe no Planalto. É claro que jamais fez relatórios formais, pois um experiente delegado não iria plantar provas contra si. Mas os relatórios informais existiram e suas principais recomendações são bestiais, como dizem os portugueses:

1) demitir o ministro Waller Júnior da Corregedoria-Geral da União (CGU) e substituí-lo por “um policial federal” amestrado;

2) demitir três servidores da Receita (chamados de “elementos”) que estão atrapalhando a blindagem de Flávio Bolsonaro e sua quadrilha.

No desespero, Heleno e Ramagem solicitaram que o Supremo intime o jornalista Guilherme Amado, para que ele apresente os relatórios.

 O teor dos relatórios já se encontra na explosiva reportagem da revista “Época”. O jornalista está protegido pelo sigilo de fonte, mas certamente dirá que os relatórios lhe forem entregues por algum servidor da República que trabalha no Planalto, no GSI ou na Abin, que ficou revoltado com tanta sujeirada e cumpriu o dever de informar a imprensa, que é conhecida como Quarto Poder. Quando um dos três não funciona, a imprensa sempre dá um jeito, desde que seja exercida com liberdade, como acontece hoje no Brasil



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