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O racismo nosso de cada dia, tem mais uma vítima

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O racismo nosso de cada  dia, tem mais uma vítima


Ativista Rene Silva é alvo de abordagem abusiva: 'checaram meu Instagram para saber o que eu postava'

Fundador do Voz das Comunidades contou que foi parado próximo ao Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, e um policial teria perguntado se ele tinha drogas ao ver dinheiro em sua carteira.

Ativista e fundador do jornal comunitário Voz das Comunidades, Rene Silva usou as redes sociais para relatar uma abordagem policial abusiva que sofreu na tarde deste sábado. Segundo Rene, ele foi parado em uma blitz próximo ao Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, e um policial teria perguntado se ele tinha drogas ao ver dinheiro em sua carteira e, ainda durante a ação, teria acessado sua conta no Instagram. "Dessa vez eles passaram dos limites, não acessaram o meu celular, mas acessaram através dos celulares deles para saber o que eu ando postando nas minhas redes sociais. De todas as abordagens mais terríveis que eu já tive, essa foi a que mais me surpreendeu por terem acessado minhas redes sociais e comentarem os tipos de publicações que eu estava fazendo", contou ao DIA.

"Quando ele (policial) viu que a última publicação era uma campanha da @anistiabrasil sobre os 1000 dias sem respostas do caso Marielle Franco, ficou jogando várias indiretas. Dizendo que não é possível que a gente não saiba quem foi", compartilhou nas redes sociais.


Acabei de ser abordado e revistado numa blitz próximo do Jacarezinho. O policial (de touca ninja) perguntou se eu estava com drogas e ao ver dinheiro dentro da carteira perguntou tbm se era meu. Entrou na minha conta do Instagram e ficou olhando minhas publicações.

 

 Apesar de não ser a primeira vez que usa as redes sociais para relatar abordagens truculentas, o ativista contou que essa mostra a realidade de milhares de jovens que não tem a mesma visibilidade que ele. "Essa não é a primeira vez que eu uso minhas redes sociais para relatar sobre esse tipo de abordagem policial que eu tenho sofrido e que milhares de jovens pretos sofrem diariamente, principalmente nas entradas das periferias e favelas desse país. Comigo não foi diferente. Não está escrito na minha testa, não está escrito no carro que eu ando, não está escrito em nenhum lugar quem eu sou e as pessoas não me reconhecem de primeira. Então, obviamente, a abordagem é como qualquer outra, truculenta", contou.



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