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STJ nega Habeas Corpus para mulher de Ronnie Lessa

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STJ nega Habeas Corpus para mulher de Ronnie Lessa

Prisão refere-se à investigação de que a academia do casal, a Supernova, era destinatária da importação de 16 quebra-chamas para fuzil AR-15 oriundos de Hong Kong. O equipamento oculta as chamas do disparos, dificultando a localização do atirador
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou no último dia 23 um pedido de habeas corpus para Elaine Lessa, mulher do policial reformado Ronnie Lessa, acusado de executar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018. 
Elaine foi presa no dia 11 por tráfico internacional de armas. Na ação, Ronnie, que está em um presídio de segurança máxima no Rio Grande do Norte, também foi alvo de mandado de prisão.
O pedido de prisão refere-se à investigação de que a academia do casal, a Supernova, era destinatária da importação de 16 quebra-chamas para fuzil AR-15 oriundos de Hong Kong. O equipamento oculta as chamas do disparos, dificultando a localização do atirador. Por conta da investigação do Gaeco e da PF, Lessa e Elaine viraram réus por crime de tráfico internacional de armas de uso restrito.
STJ nega Habeas Corpus para mulher de Ronnie Lessa

No pedido de liberdade, a defesa de Eliane argumenta que o Ministério Público ofereceu a denúncia equivocada, já que seu marido Ronnie Lessa já havia afirmado ser o destinatário da mercadoria apreendida na alfândega do Galeão, no Rio de Janeiro. A defesa também diz que as peças não seriam "quebra-chamas", mas "freio de bocas", material que não seria controlado pelo Exército e que, portando, não haveria empecilho à importação.
Ao negar o habeas corpus, o presidente em exercício do STJ, ministro Jorge Mussi, decidiu que o pedido não pode ser apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça porque
o tribunal de origem do caso TRF-2 ainda não julgou o mérito do HC ajuizado naquele tribunal. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) negou o pedido de liberdade no dia 19 pelo desembargador Marcello Pereira de Souza Granado.
INÍCIO DAS INVESTIGAÇÕES
O inquérito aponta que as investigações tiveram início em fevereiro de 2017, após a Receita Federal localizar um pacote com 16 quebra-chamas para fuzil AR-15. A encomenda veio de Hong Kong e tinha como destino final o endereço de uma academia em Rio das Pedras na Zona Oeste do Rio. De acordo com as investigações, o casal Lessa eram sócios do estabelecimento, em uma área controlada por grupos paramilitares.
EQUIPAMENTO USADO PARA EMBOSCADA
No pedido feito à Justiça Federal, o MPF destacou que o equipamento apreendido no Aeroporto do Galeão é usado "tipicamente em confrontos armados ou emboscadas". Além do processo sobre as mortes de Marielle e Anderson Gomes, o casal se tornou réu por crime de tráfico internacional de armas de uso restrito. 
No caso da vereadora, Elaine é indiciada por destruir provas do crime. Para a Polícia Civil, ela ajudou a jogar vários fuzis no mar da Barra da Tijuca. Entre as armas, segundo as investigações, estaria a submetralhadora usada na emboscada que ocasionou a morte da parlamentar e seu funcionário.
NOVOS RESPONSÁVEIS POR CASO MARIELLE
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) anunciou, nesta segunda-feira, os novos integrantes da Força-Tarefa que apura a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Sob a coordenação de Bruno Gangoni, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) passará a contar com oito membros. No dia 10 de julho, o Ministério Público divulgou que as promotoras de Justiça Simone Sibílio e Letícia Emile deixaram a Força-Tarefa que investigava o crime. Em nota, o MPRJ informou que elas decidiram deixar o caso voluntariamente. Pouco após a saída das promotoras, familiares de Marielle e de Anderson Gomes cobraram que não ocorra interferência nas investigações da morte da parlamentar e seu motorista.
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