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Tese de Bolsonaro sobre fraude na eleição surgiu com irmã de Nise Yamaguchi

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Tese de Bolsonaro sobre fraude na eleição surgiu com irmã de Nise Yamaguchi

Naomi Yamaguchi, irmã de Nise Yamaguchi, defende fraude nas eleições desde 2018 (Foto: Reprodução/ Facebook) Tese de Jair Bolsonaro sobre fraude na eleição surgiu com irmã de Nise Yamaguchi, administradora Naomi Yamaguchi 

 Ela divulgou vídeos na internet em 2018 com tese de fraudes que baseiam declarações do presidente Bolsonaro nunca apresentou provas das acusações 

 Embora não exista nenhum indício de vulnerabilidade nas urnas eletrônicas, o presidente Jair Bolsonaro tem aumentado as declarações de prováveis fraudes nas eleições depois que as pesquisas de intenção de voto mostraram que o ex-presidente Lula o venceria no segundo turno se as eleições fossem agora. Desde 2019, Bolsonaro alega que foi vítima de fraude eleitoral em 2018 e que teria sido eleito no primeiro turno. Mesmo já sendo intimado pela Justiça a apresentar as tais provas, o presidente nunca o fez.

Essa tese defendida por ele teria aparecido inicialmente num vídeo divulgado em outubro de 2018 pela administradora de empresas Naomi Yamaguchi, irmã da médica Nise Yamaguchi, que havia se candidatado a deputada federal pelo PSL de São Paulo, mas recebeu 5.905 votos e não foi eleita. As informações foram divulgadas pelo site Metrópoles.

Na saída de um encontro com o presidente do STF, Luiz Fux, na última segunda-feira (12), Bolsonaro disse a jornalistas que “um especialista” fará uma apresentação pública comprovando a tese, mas não marcou data, pois a pessoa estaria com Covid-19. Na terça (13), o presidente prometeu que “algo bombástico” será divulgado na live da próxima quinta (15), nas redes sociais. 

E, na última semana, acrescentou, durante conversa com apoiadores, referindo-se à apuração dos votos no segundo turno em 2014, quando Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB):

“No minuto a minuto [da apuração no TSE], o Aécio começou na frente e, com o tempo, as curvas foram se cruzando até que se estabilizaram na horizontal, com a Dilma na frente”, disse o presidente. “No minuto a minuto, por 271 vezes consecutivas [Aécio e Dilma teriam se alternado], dá pra imaginar?”, completou Bolsonaro.

Naomi Yamagushi defendeu essa tese em um vídeo postado em 24 outubro de 2018 e que segue on-line no canal dela no Facebook. Ela entrevista uma pessoa que inicialmente não se identifica, no entanto, há cortes nos quais aparece um homem que diz se chamar Alexandre Chut – e não fala mais sobre si mesmo.

Então, o entrevistado por Naomi explica que fez contas sobre o incremento de votos para cada candidato na apuração minuto a minuto fornecida pelo TSE e que encontrou indícios de fraude porque teria havido um padrão não natural no registro desse incremento após a petista assumir a liderança na apuração.

As comparações que a pessoa usa para ajudar a explicar a suposta fraude são as mesmas trazidas por Bolsonaro no último dia 9: a probabilidade de uma moeda dar cara e coroa em padrões quando jogada para cima e o número de átomos de corpos celestes. 

Bolsonaro disse que o número de vezes em que houve a alternância foi 271, o que não seria natural. Na tese propagada por Naomi Yamaguchi, o número é 241. E ele cita a quantidade de átomos na Via Láctea, enquanto Bolsonaro diz – erroneamente – que 271 seria o número de átomos na Terra.

O PSDB de Aécio Neves pediu uma auditoria no sistema de votação e apuração, após perder a eleição em 2014, mas a investigação, concluída em 2015, não encontrou nenhum indício de fraude, o que foi confirmado na última semana pelo candidato a vice-presidente naquela chapa, Aloysio Nunes (PSDB-SP).





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