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Segurança de Alexandre de Moraes deve ser reforçada por PM durante feriado

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Segurança de Alexandre de Moraes deve ser reforçada por PM durante feriado

Foto: REUTERS/Adriano Machado
  • Casa de ministro em São Paulo receberá segurança

  • Motivo são manifestações bolsonaristas no 7 de setembro

  • Moraes é considerado inimigo de Bolsonaro por base do presidente

A Polícia Militar deve reforçar a segurança da casa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o feriado prolongado do dia 7 de setembro, dia da independência do Brasil. As informações são da revista Veja.

No dia 7, uma manifestação bolsonarista acontecerá na Avenida Paulista. Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) consideram Moraes um inimigo do governo.

Moraes é responsável pelo inquérito das fake news, que investiga o presidente por suas declarações sobre voto impresso e ataques ao sistema eleitoral.

Bolsonaro, inclusive, afirmou recentemente ter medo de ser preso por Moraes. “Você pode ver, quando a gente fala de voto eletrônico e voto impresso, passou a ser crime. Quando você fala em tratamento precoce, passou a ser crime”, disse o presidente.

Tais declarações inflamam a base bolsonarista do presidente, que irá às ruas na próxima terça-feira.

Inquérito das fake news

No começo do mês, no dia 4 de agosto, o presidente foi incluído por Moraes no inquérito das fake news. Segundo juristas, a investigação tem a possibilidade de, no caso de uma condenação, deixar Bolsonaro inelegível, o que tiraria o atual presidente de uma possível disputa de reeleição em 2022.

Em resposta, disse, em tom de ameaça, que o "antídoto" para a ação não está "dentro das quatro linhas da Constituição".

"Ainda mais um inquérito que nasce sem qualquer embasamento jurídico, não pode começar por ele [pelo Supremo Tribunal Federal]. Ele abre, apura e pune? Sem comentário. Está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está, então o antídoto para isso também não é dentro das quatro linhas da Constituição", disse Bolsonaro, em entrevista à rádio Jovem Pan.

Dois dias antes, por unanimidade em plenário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu ao STF para que o presidente fosse investigado no inquérito que apura a disseminação de fake news.

O pedido de apuração foi baseado nos ataques, sem provas, feitos pelo presidente às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral do país.

Bolsonaro e apoiadores vem defendendo fortemente uma suposta fragilidade no sistema de segurança das urnas eletrônicas. Por este motivo, mesmo sem apresentar provas, ele argumenta que as eleições sejam realizadas com o voto impresso — o que ele chama de "auditável".

Na semana passada, porém, em uma live na qual disse que apresentaria provas sobre uma suposta fraude da urna eletrônica nas eleições de 2014 e 2018, Bolsonaro admitiu não conseguir atestar suas declarações.

O presidente da República se contentou em mostrar vídeos antigos divulgados na internet com eleitores reclamando de problemas na hora de votar e um vídeo de um youtuber sobre suposta manipulação da urna eletrônica, que já foi negado pelo TSE.



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